Em voga: Eutanásia

março 14, 2016

 
 
Eutanásia é um termo de origem grega (eu + thanatos) que significa boa morte ou morte sem dor.

A prática de eutanásia é suportada pela teoria que defende o direito do doente incurável de pôr termo à vida quando sujeito a intoleráveis sofrimentos físicos ou psíquicos. A eutanásia é um tema polêmico, havendo países com legislação definida sobre a sua prática e outros países que a refutam categoricamente por motivos diversos.

Em sentido amplo a eutanásia implica uma morte suave e indolor. No seu sentido restrito, implica o ato de terminar a vida de uma pessoa ou ajudar no seu suicídio. A eutanásia pode ocorrer por vários motivos: vontade do doente; porque os doentes representam uma ameaça para a sociedade (eutanásia eugênica); ou porque o tratamento da doença implica uma grande despesa (eutanásia econômica).

 
A minha humilde opinião

Se dantes era tema maldito, que uma pessoa não podia discutir, como foi durante anos o aborto, é importante referir duas questões super importantes:
 
Sempre acreditei que devia ser efectuado um referendo porque além de unir os portugueses de obriga-los a discutir sobre este assunto tabu. É muito fácil dizer-se que somos contra algo quando não estamos na posse de toda a informação sobre o assunto.
 
Outra questão que para mim é fundamental ser discutida e para mim é a diferença entre ser a favor ou contra uma determinada questão é saber claramente quais vão ser os meandros da lei. Isto é, o pesquisador da Holanda (1.º país a despenalizar a Eutanásia) disse claramente que hoje em dia deixou de acreditar na lei e tudo porque houve uma despenalização quase total, ou seja, imaginem a situação que acontece na Holanda: há pessoas que só porque estão doentes, acham que têm o direito à interrupção assistida da vida. É muito grave se tal acontecer por cá. Já viram o que é uma pessoa só porque está doente (não havendo gravidade clínica), pede Eutanásia e concedem-lhe esse direito?
 
Confesso que sou a favor de Eutanásia mas sendo um tema que não pode de forma alguma ser despenalizada sem uma legislação adequada.
 
 Para mim é essencial que seja o médico a sinalizar o doente como elegível para aquela prática e que apenas o doente pode pedir na posse de toda a informação relevante para que possa tomar em consciência essa decisão. 
 
Eu própria já assinei a petição para ajudar a mexer as águas.
     

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